quarta-feira, junho 11, 2008

Eles não sabem...


... "Eles não sabem que o sonho
é vinho, é espuma, é fermento,
bichinho álacre e sedento,
de focinho pontiagudo,
que fossa através de tudo
num perpétuo movimento.

Eles não sabem que o sonho
é tela, é cor, é pincel,
base, fuste, capitel,
arco em ogiva, vitral,
pináculo de catedral,
contraponto, sinfonia,
máscara grega, magia,
que é retorta de alquimista,
mapa do mundo distante,
rosa-dos-ventos, Infante,
caravela quinhentista,
que é cabo da Boa Esperança,
ouro, canela, marfim,
florete de espadachim,
bastidor, passo de dança,
Colombina e Arlequim,
passarola voadora,
pára-raios, locomotiva,
barco de proa festiva,
alto-forno, geradora,
cisão do átomo, radar,
ultra-som, televisão,
desembarque em foguetão
na superfície lunar.

Eles não sabem, nem sonham,
que o sonho comanda a vida,
que sempre que um homem sonha
o mundo pula e avança
como bola colorida
entre as mãos de uma criança."

Ao ler este poema de ritmo musical lembrei-me da música na nossa vida, o que ouvimos, o que gostamos ou como a música nos influencia. Lembrei-me da música que cantamos com prazer e de todas aquelas que nos trazem memórias. Lembrei-me do quanto eu gosto deste poema e que me faz ter este tipo de viajem. Mas lembrei-me da "música" que ás vezes temos que dar em certas alturas da vida, e do quanto isso é bom quando acertamos no tom...

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